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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Tempo de Praia!



Marcelo Lins


Os dias de verão vão chegando quentes, o espaço democrático das praias fervilha de gentes de todas as idades e classes sociais, crianças, velhos, novos, homens, mulheres, negros, brancos, todos em busca da brisa fresca do mar e dos prazeres dos banhos salgados. Afinal, nada combina mais que um dia de verão, praia, uma cervejinha gelada e um banho de mar, não é?

Mas nem sempre foi assim, os banhos de mar, que nos dias de hoje nos parecem tão corriqueiros, só se tornaram populares a partir da segunda metade do século XIX e início do século passado. 




sábado, 10 de dezembro de 2016

Recife e Olinda: duas cidade, uma história – Antes


Marcelo Lins


Luís Teixeira (c 1582-1585)


Ao longo de cinco séculos as cidades de Olinda e Recife têm construído e partilhado uma história repleta de dicotomias e semelhanças. Por obra do destino e vontade dos homens formaram-se duas cidades vizinhas siamesas, com suas fronteiras tão imbricadas que muitas vezes é difícil saber onde começa uma e termina a outra.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Graf Zeppelin no Recife


Marcelo Lins

Ao aproximar-se o fim de tarde da quinta feira 22 de maio de 1930 o Recife e Olinda encontravam-se em polvorosa, milhares de olhos vasculhavam o céu e o horizonte na expectativa de avistar os primeiros sinais do dirigível Graf Zeppelin em sua primeira viagem sul-americana. A população ansiosa apinhava-se nos tetos das casas, terraços e nos edifícios mais altos da cidade: Moinho Recife, no prédio do Diario de Pernambuco, no Hotel Central e mesmo perigosamente no alto da cúpula do Palácio da Justiça.

O Graf Zeppelin sobrevoa a Ilha de Santo Antônio, no Recife

terça-feira, 8 de maio de 2012

E fez frio no Recife!



Marcelo Lins

Quem assistiu ao divertido curta-metragem de Kleber Mendonça Filho Recife Frio deve ter dado boas risadas com as situações inusitadas vividas pelos personagens, habitantes de um Recife tropical assolada por uma misteriosa onda de frio, com direito a pinguins, casacos de frio, muito queixo batendo e até mesmo neve.

Se para os recifenses da vida real, qualquer temperatura entrono de 22º Celsius já é considerada frio, e abaixo de vinte entram em cena casacos e até alguns cachecóis, imagine algo em torno de 11 graus!

Rua do Livramento 

sábado, 8 de outubro de 2011

Quem é esse tal Capitão Temudo?

Nos últimos meses, o nome do Capitão Temudo tem ocupado largo espaço nos jornais e noticiários da cidade do Recife. São as obras de alargamento e acesso do viaduto, e mais corriqueiramente, os engarrafamentos. Na verdade, foi durante um destes últimos que emergiu a pergunta: Quem é esse tal Capitão Temudo?
Estranhos os caminhos da história.  O modesto capitão iniciou sua carreira como simples Rua do bairro do Cabangá. Como viaduto, alargado e ampliado, viu seu nome lançado nos holofotes da mídia, quase um pop star do sistema viário da cidade, entre pontes, ruas, e avenidas;  tal como imperadores, viscondes, barões, conselheiros, desembargadores e doutores, destacou-se como viaduto. Fosse vivo o nosso capitão, deveria ser promovido a marechal, ou no mínimo general.









Tropas holandesas avançam sobre as encostas da Vila de Olinda, 16 de fevereiro de 1630. Detalhe gravura de Claes Janszoon Visscher. 


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