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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Tempo de Praia!



Marcelo Lins


Os dias de verão vão chegando quentes, o espaço democrático das praias fervilha de gentes de todas as idades e classes sociais, crianças, velhos, novos, homens, mulheres, negros, brancos, todos em busca da brisa fresca do mar e dos prazeres dos banhos salgados. Afinal, nada combina mais que um dia de verão, praia, uma cervejinha gelada e um banho de mar, não é?

Mas nem sempre foi assim, os banhos de mar, que nos dias de hoje nos parecem tão corriqueiros, só se tornaram populares a partir da segunda metade do século XIX e início do século passado. 




domingo, 6 de novembro de 2016

A Fortaleza de Duarte Coelho




Marcelo Lins


Poucos, talvez, reflitam que enquanto contemplam a bela vista no Alto da Sé em Olinda, estão a caminhar sobre os vestígios do que foi a antiga vila de Olinda do século XVI, Entre os anos de 1535 e 1537, Duarte Coelho mandou erguer ali, no atual largo da Sé de Olinda, posição militarmente estratégica para a defesa do pequeno povoado nascente, uma torre de pedra que lhe servia de moradia e reduto fortificado naqueles primeiros e conturbados anos da colonização.

Marin de Olinda, detalhe gravura de Hans Staden, 1557



segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Olinda, o lugar - Parte I



Marcelo Lins

Um dos aspectos mais pitorescos sobre a fundação da vila de Olinda está ligada à escolha do sítio onde assentou-se o primeiro núcleo de povoamento. Contam alguns autores, que estando o primeiro donatário de Pernambuco, Duarte Coelho, a vagar em busca do local apropriado para fundar sua capital, deparou-se com um sítio, de onde diante da beleza da vista não conteve a exclamação Oh! Linda situação para se fundar uma vila!. Outros, como o frei Vicente de Salvador, tiram a primazia do donatário e creditam a nomeação da vila a um dos seus criados, um galego, que do alto do monte admirado  exclamou Olinda.



quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Graf Zeppelin no Recife


Marcelo Lins

Ao aproximar-se o fim de tarde da quinta feira 22 de maio de 1930 o Recife e Olinda encontravam-se em polvorosa, milhares de olhos vasculhavam o céu e o horizonte na expectativa de avistar os primeiros sinais do dirigível Graf Zeppelin em sua primeira viagem sul-americana. A população ansiosa apinhava-se nos tetos das casas, terraços e nos edifícios mais altos da cidade: Moinho Recife, no prédio do Diario de Pernambuco, no Hotel Central e mesmo perigosamente no alto da cúpula do Palácio da Justiça.

O Graf Zeppelin sobrevoa a Ilha de Santo Antônio, no Recife

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Tem gringo na “folia”! - Henry Koster


 Marcelo Lins
A bem da verdade, o termo gringo do título acima não se aplica de forma categórica ao inglês Henry Koster. O Filho do comerciante inglês John Theodore Koster, nasceu na cidade de Lisboa em 1793. Aportou no Recife em 7 de dezembro de 1809, a bordo do navio Lucy, vindo de Liverpool, para tratar a tuberculose que o afligia.
Criado entre Lisboa e Liverpool, Koster fugia do estereótipo do viajante estrangeiro em terras estranhas.  Falando português fluentemente, e segundo suas próprias palavras língua que me é mais familiar que a do meus país[1]. Inicialmente, estabeleceu-se no Recife, onde engajou-se ativamente na vida social e cultural da cidade, cultivou várias amizades e participou até da política local. Sentia-se tão à vontade, chegando mesmo a afirmar:  A Inglaterra é a minha pátria mas o meu país natal é Portugal. Pertenço aos dois, e na companhia de ingleses, portugueses ou brasileiros, sinto-me igualmente entre patrícios.[2]


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Tem gringo na “folia”! - L. F. de Tollenare


Aproveitando estes dias que antecedem as festas carnavalescas, achei interessante trazer os relatos de alguns viajantes estrangeiros do século XIX, e suas impressões sobre as festas momescas.

O primeiro deles, o comerciante e industrial francês Louis François de Tollenare-Gramez, simplesmente L. F. de Tollenare, como é mais conhecido.  Nascido na cidade de Nantes, em 4 de abril de 1780 e falecido na mesma cidade a 25 setembro 1853,  Tollenare chegou ao porto do Recife em 13 de janeiro de 1816. As guerras napoleônicas haviam afetado substancialmente seus negócios e dificultado a importação de algodão das ex-colônias inglesas da América do Norte. Sua vinda ao Brasil tinha como objetivo buscar novos fornecedores de algodão, como parte de uma sociedade estabelecida com o conde du Fou, François-Marie-Bonaventure du Fou (1765-1833), prefeito da cidade de Nantes e seu primo pelo lado materno.

 Jogos durante o entrudo no Rio de Janeiro,  Earle, Augustus, 1793-1838.
aquarela,  21.6 x 34 cm. (c.1822)
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